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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Hora de mudar de ares!

Queridos leitores, depois de passar momentos muito agradáveis com meu Blog aqui no Blogger, decidi migrá-lo para uma nova casa, mas com os mesmos princípios e ideais.
Por isso, informo-lhes que o TI Cidadã está agora no UOL (http://ticidada.blog.uol.com.br/) e espera a leitura de vocês, assim como todos os comentários que acharem pertinentes.
Continuamos a abordar iniciativas (ou a falta delas) nas áreas de responsabilidade social corporativa, preservação do ambiente, fontes renováveis de energia e inclusão social e digital.
Abraços!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Em 3 anos, 29 milhões de toneladas de CO2 evitadas

Em um dia como hoje (25/11), em que a Organização Mundial de Meteorologia (OMM) divulgou que os índices de emissão de dióxido de carbono (CO2) alcançaram os mais elevados patamares em 2007, vale citar iniciativas como a da Dell.
A Dell, empresa norte-americana de computadores que também tem fábrica no Brasil, fez recentemente um balanço dos benefícios proporcionados ao meio ambiente pela sua linha de microcomputadores OptiPlex, lançada em 2005.
Nesses três anos, de acordo com a companhia, 29 milhões de toneladas de dióxido de carbono deixaram de ser enviadas ao meio ambiente. Já os usuários desses equipamentos deixaram de gastar, juntos, algo como 3 bilhões de dólares na conta mensal de energia.
"Toda indústria tem uma função a desempenhar, de induzir a transição para uma economia próspera com baixo teor de carbono. A tecnologia da informação, em particular, faz parte dessa solução", disse Jeff Clarke, vice-presidente do Grupo de Produtos da Dell, no comunicado distribuído à imprensa.
A linha OptiPlex, diz a empresa, é uma das famílias de produtos da Dell que contém um sistema de gestão de energia. Ao otimizar o gasto de energia da máquina para conciliar com os períodos de inatividade, as empresas podem economizar entre US$ 25 e US$ 75 por microcomputador, calcula a Dell.
Em setembro, a Dell anunciou planos de fazer a transição, em um período de 12 meses, de todas as telas novas de seus notebooks para diodo emissor de luz (LED, sigla em inglês) com eficiência em energia. Além de serem isentas de mercúrio e recicláveis, as telas LED permitem economias significativas quando comparadas com a tecnologia de lâmpada florescente com catodo frio.
Ela também pretende que todos os seus microcomputadores e notebooks registrem uma redução de consumo de energia de até 25% até 2010 em relação aos sistemas oferecidos atualmente.
E você, já fez sua parte pelo meio ambiente hoje?
(A imagem acima foi extraída do site da OMM, ou WMO, da sigla em inglês)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Postos de trabalho "verdes" para todos

Enquanto Wall Street e todos que acompanham os mercados financeiros enlouquecem com a queda das bolsas em todo o mundo, um grupo decide inovar: conclama os Estados Unidos para que criem postos de trabalho "verdes" ou sustentáveis, como forma de sair da crise.
Isso aconteceu no sábado passado, quando milhares de norte-americanos foram às ruas em mais de 670 manifestações nos 50 estados do país para pedir que as empresas substituam os atuais empregos por postos mais engajados ecologicamente.
O movimento We Can Solve It!, que se dispõe a resolver o problema do aquecimento global com a conscientização das pessoas e empresas, tem estimulado os norte-americanos a aproveitar a crise e mudar suas posturas sobre a condução dos negócios, mudar seus processos para energias limpas e reconstruir a economia com bases mais sustentáveis.
Segundo a organização, a saída para a recuperação econômica é a transição para um modelo onde 100% da energia seja limpa, o que pode criar novos postos de trabalho e garantir a saúde do meio ambiente do planeta.
A idéia nasceu lá, mas pode ser aproveitada por todos, já que essa crise promete se alastrar por todo o globo.
(A foto acima foi extraída do site da We Can Solve It! e mostra uma das manifestações)

domingo, 14 de setembro de 2008

Pesquisa mostra que pólo industrial contribui para preservar a floresta em Manaus

Nesta semana estive em Manaus, participando da Feira Internacional da Amazônia (FIAM), e pude perceber que a preocupação ambiental é uma constante tanto entre as empresas como nos discursos das autoridades.
Ainda que o Pólo Industrial de Manaus (PIM) tenha seus problemas a resolver, como a logística complexa e, mais recentemente, a possibilidade de esgotamento da capacidade energética, com o crescimento industrial, a questão ambiental parece bem cuidada.
No último dia do evento, inclusive, os organizadores da FIAM divulgaram uma pesquisa que mostra, pela primeira vez, que a existência do pólo industrial contribui para preservar a floresta.
O estudo mostra que, no período de 2000 a 2006, o valor das emissões de carbono evitadas chega a US$ 10 bilhões. Se considerados os serviços ambientais proporcionados pela preservação, o valor estimado é da ordem de US$ 158 bilhões nesse período.
O estudo foi feito por pesquisadores das Universidades Federais do Amazonas e Pará, do Instituto Piatam e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).
Financiado pela Nokia do Brasil, com investimento de R$ 600 mil, ele contou ainda com o apoio da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e teve os resultados atestados por pesquisadores dos Estados Unidos, Europa e América Latina.
No período de 2000 a 2006, a pesquisa mostra que a pressão sobre a floresta amazônica diminuiu entre 70% a 77%, em razão da existência do parque industrial de Manaus. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Amazonas conta atualmente com 98% da sua cobertura vegetal preservada.
Para medir o impacto do PIM na preservação da floresta, os pesquisadores utilizaram variáveis que podem influenciar ou não no desmatamento e analisaram seus impactos em mais de 400 municípios de toda a Região Norte. Entre as variáveis estão o impacto de atividades econômicas como a pecuária e a exploração madeireira, dados demográficos, a variação do Produto Interno Bruto (PIB) geral e per capita, a densidade de estradas, e os investimentos públicos realizados nestes municípios, sobretudo em educação.
Em uma segunda fase, os pesquisadores selecionaram as variáveis que indicaram maior índice de desmatamento e as aplicaram para medir o impacto do PIM no Amazonas. Nessa fase, foi incluída a análise dos incentivos econômicos associados ao pólo.
Para quantificar o valor da preservação proporcionada pela existência do PIM, os pesquisadores tomaram como referência valores de mercado e de pesquisas econômicas na área ambiental. No valor de mercado, foi calculada a economia gerada pela preservação ao evitar a emissão de carbono. As duas referências foram a bolsa de Chicago, nos Estados Unidos, onde a tonelada de carbono é negociada a US$ 3, e a bolsa européia, com cotação de US$ 38 por tonelada de carbono. No total, a economia gerada entre 2000 e 2006 girou entre US$ 1 bilhão e US$ 10 bilhões.
A indústria instalada em Manaus pretende encaminhar a pesquisa ao governo do Estado e a parlamentares em Brasília para definir compensações pelo custo evitado do desmatamento, segundo José Alberto da Costa Machado, coordenador geral de estudos econômicos e empresariais da Suframa, no estudo divulgado à imprensa.
As empresas vão além e propõem, ainda, a transformação do PIM em Pólo Ecoindustrial de Manaus, o EcoPIM, e a criação de um selo ambiental. A concessão do selo seria feita às empresas que cumprissem com exigências de caráter ambiental e social, estabelecidas por meio de uma política voltada ao desenvolvimento sustentável. Para a implementação do selo, os pesquisadores sugerem que o estudo dos efeitos do PIM sobre a floresta amazônica deve passar por revisões periódicas. Não é uma boa idéia?

domingo, 3 de agosto de 2008

Microsoft promete menos gastos de energia com novo Windows

A Microsoft afirma que o Windows Vista, versão mais recente de seu sistema operacional, garante menor consumo de energia nos microcomputadores do que as versões anteriores ou os concorrentes.
A companhia divulgou um estudo na semana passada em que afirma que, no caso específico da América Latina, a economia de energia é equivalente a 140 mil automóveis a menos nas ruas.
A conta é feita com base em um estudo realizado pela própria Microsoft, que mostra que a energia economizada ao se utilizar o Windows Vista pode chegar a até 760 quilowatt-hora por ano, o que representaria uma redução nas emissões de gás carbônico (CO2) de cerca de 540 gramas por computador.
A empresa afirma ter vendido, até o momento, 14 milhões de licenças do Windows Vista na região . Para uma empresa com uma média de mil computadores, economizar essa quantidade de energia pode significar reduções de custos de US$ 70 mil na conta de eletricidade e evitar a emissão anual de aproximadamente 535 mil quilos de CO2, segundo o estudo.
A energia é escassa e finita. Por isso, é importante que as empresas tenham em mente que cada novo produto que chegar ao mercado precisa englobar essa preocupação.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Uso inteligente de garrafas PET ganha novos adeptos

Já comentei neste Blog, no final de abril, de uma iniciativa muito valiosa da rede de varejo Wal-Mart de vender cobertores feitos com fibra das garrafas PET (de plástico), o que, além de garantir cobertas a preços mais acessíveis, reduz a quantidade dessas garrafas depositadas no meio ambiente, onde elas levarão milhares de anos antes da decomposição, poluindo rios e florestas.
Nesta semana, mais uma iniciativa mostra o uso inteligente das fibras do plástico dessas mesmas garrafas. A comunidade do Morro Santana, Região Leste de Porto Alegre (RS), passou a produzir edredons com a fibra do PET, como resultado de uma parceria entre Secretaria Municipal de Coordenação Política e Governança Local (SMGL), Comitê de entidades no combate a fome e pela vida (COEP/RS), Banco Regional do Extremo Sul (BRDE), Banco do Vestuário da Fiergs, Transportadora Giulian e Maxitex Indústria Têxtil Ltda.
Além de evitar que essas garrafas sejam despejadas no meio ambiente, o projeto garante trabalho e renda aos moradores da região, que já se animam a iniciar a produção de outros itens, como almofadas, travesseiros e bolsas.
A técnica começa com a lavagem das garrafas e, após serem processadas, as fibras são extraídas. Segundo os organizadores, o resultado final é um edredom com uma maciez e poder de aquecimento tão grande quanto a lã natural
Garrafas que mal descartadas poderiam entupir bueiros ou poluir os riachos da cidade geram hoje oportunidade de trabalho para pessoas de baixa renda e produtos a preços mais acessíveis. Não é uma boa idéia?
(A foto acima é de Cristine Rochol, no site da Prefeitura Municipal de Porto Alegre)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Projeto Tear: um gesto de inclusão social e de educação ambiental

O Projeto Tear, desenvolvido em parceria entre o setor público e o privado, é um grande exemplo de que projetos ambientalmente responsáveis e socialmente eficientes podem ser, também, simples de serem colocados em prática. Com benefícios às pessoas e ao ambiente.
Parceria entre o Laboratório Pfizer, a Associação Cornélia Vlieg e a prefeitura de Guarulhos, um dos projetos do Tear atende 100 pessoas com transtornos mentais em um projeto de terapia ocupacional.
Eles trabalham na elaboração de um papel usado nas embalagens de uma rede de supermercado e o mais interessante: o papel é 100% ecológico. Feito com sementes de grama, ele se decompõe rapidamente na terra (em cerca de 10 dias) e faz brotar grama do local!
Segundo divulgação do Projeto Tear à imprensa, a decomposição rápida do papel se dá porque as sementes de grama permanecem vivas durante a fabricação e o uso do material. Além disso, a confecção não passa por nenhum processo químico. De acordo com os responsáveis, o papel também tem o mesmo custo do material feito com fibras: cerca de R$ 0,90 por folha.
Quem quiser conhecer o papel ecológico ou até adquirir este ou outros dos produtos, como velas decorativas e mosaicos, além de saber mais sobre o projeto Tear, pode visitá-lo de segunda à sexta-feira, das 7h às 17h, na sede (Rua Silvestre Vasconcelos Calmon, 92, Vila Moreira, Guarulhos/SP).

domingo, 6 de julho de 2008

Jardim Botânico ganha Museu do Meio Ambiente

Um local privilegiado como o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, que acaba de completar 200 anos da sua inauguração por Dom João VI, ganhou um Museu para se aprender e refletir sobre o Meio Ambiente.
Com apoio da Petrobras e do BNDES, o Museu do Meio Ambiente pretende ter uma exposição permanente sobre o meio ambiente no Brasil e no mundo, onde se possa apresentar desde o planeta Terra e seu povoamento até a questão urbana e o aquecimento global.
O Museu também pretende englobar os sete ecossistemas brasileiros: Mata Atlântica, Amazônia, Caatinga, Pantanal, Litoral, Pampa e Cerrado, segundo as infromações divulgadas à imprensa.
No calendário do Museu estão previstas, para outubro e novembro, a exposição Revolução Genômica, atualmente no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, e a exposição sobre o físico alemão Albert Einstein, em março de 2009.
Desde a última sexta-feira(04/07), para abrir os trabalhos no novo espaço cultural, foi inaugurada a exposição O gabinete de curiosidades de Domenico Vandelli, um naturalista italiano que criou o Jardim Botânico e o Museu de História Natural de Coimbra, e influenciou Dom João VI a montar um Jardim de Aclimação de espécies orientais no Rio de Janeiro, além da criação do Banco do Brasil.
O tema da preservação ambiental, no entanto, não é novo para o Jardim Botânico. Ele já dispõe de um Núcleo de Educação Ambiental (NEA) desde julho de 1992, que desenvolve o Programa de Educação Ambiental. De acordo com o instituto, a idéia é promover uma mudança de comportamento e atitudes frente às questões ambientais, visando a conservação dos seus recursos e a melhoria da qualidade de vida.
(A foto acima é do belo orquidário do Jardim Botânico e está no site do parque)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Todos em prol do aquecimento global e da conservação de energia

Um relatório da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) divulgado nesta semana mostrou que as mudanças climáticas por conta do aquecimento global serão mais graves do que se imaginava. O que se espera agora para os Estados Unidos, por exemplo, é maior períodos de seca, mesclados com tempestades violentas, calor intenso e fortes furacões.
O alerta é da organização We Can Solve It (Nós Podemos Resolver Isso), que conclama a todos para se juntarem ao debate sobre o aquecimento global e à cobrança por soluções, já que elas dependem de todos nós.
A gigante de informática IBM, por exemplo, afirma que está fazendo a sua parte. Como parte de iniciativas para o uso eficiente da energia, a companhia criou recentemente os "data centers modulares" -- ambientes que abrigam os servidores da rede de uma companhia.
A empresa afirma que os centros modulares que podem ser implementados em empresas de todos os portes, desde as pequenas organizações até as corporações globais, com uma estimativa de redução no consumo de energia que pode chegar a 50%.
Segundo a IBM, em comunicado à imprensa, os data centers modulares são versões em miniatura das instalações de grande porte que assimilam o poderio e a eficiência no uso de energia de instalações que atendem a clientes do mundo inteiro.
De acordo com ela, as empresas estão dobrando seus requisitos computacionais e de dados a cada 9 a 24 meses, diante do crescimento do volume de dados dentro de cada corporação. Ambientes como esse exigem refrigeração intensa e, por isso, consomem grande quantidade de energia. Por isso, a hora de começar a se preocupar é agora.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Greenpeace classifica empresas mais responsáveis ambientalmente

Medição realizada desde 2006, o Greenpeace divulgou ontem a nova edição do ranking que mede as empresas de tecnologia de acordo com sua postura em relação ao meio ambiente.

A organização ambientalista tem critérios para pontuar cada fabricante de computadores, celulares, TVs e consoles de videogame de acordo com sua preocupação com a deposição de lixo eletrônico na atmosfera, a emissão de gases tóxicos e a reciclagem de produtos.

No ranking 2008 do Greener Electronics Guide, a Sony Ericsson foi a que recebeu a melhor nota entre os 18 fabricantes avaliados, empatada com a própria Sony, empresa japonesa de eletrônicos que é sócia de metade da Sony Ericsson. Ambas tiveram nota 5,1 na avaliação do Greenpeace.
Na lanterna da classificação, no entanto, figuraram Microsoft e Nintendo, com notas de, respectivamente, 2,15 e 0,8. Esta foi a primeira vez que a pesquisa inclui TVs e consoles de videogame na avaliação, segundo o Greenpeace. Segundo o órgão, a Nintendo "falhou em demonstrar qualquer preocupação ambiental" durante os testes realizados.
Na versão anterior do estudo, a Nokia havia superado a Sony Ericsson e a Sony, enquanto a lanterna da lista ficou com a Panasonic.
A classificação do Greenpeace vai de 0 a 10, mas o que chama a atenção na versão divulgada neste dia 25/06 foi que a melhor companhia ficou com nota de apenas 5,1.
(A foto acima, que demonstra acúmulo de lixo eletrônico, foi extraída do site do Greenpeace).

terça-feira, 17 de junho de 2008

Gigantes de informática investem em tecnologia solar

As companhias IBM e Intel decidiram apostar no uso de fontes alternativas de energia, como a solar. A IBM, por exemplo, informou ontem (16/6) a criação de uma parceria com a empresa de chips Tokyo Ohka Kogyo (TOK) para desenvolver tecnologias mais eficientes no uso de energia solar. As duas companhias pretendem unir esforços para criar painéis de cristal líquido (LCD) com módulos que sejam capazes de converter raios solares em eletricidade.
Já a Intel, maior fabricante mundial de chips de computador, anunciou que criará uma companhia para desenvolver tecnologia solar a partir dos ativos que hoje já pertencem à companhia americana.
A empresa SpectraWatt Inc. nasce com um aporte de 50 milhões de dólares custeado não só pela Intel, mas por investidores como Cogentrix Energy LLC, do Goldman Sachs Group, PCG Clean Energy and Technology Fund e Solon AG.
A nova companhia vai fabricar células fotoelétricas a partir de 2009 e vendê-las para os fabricantes de módulos.
O uso dos raios solares permite gerar energia sem a emissão de carbono ou petróleo no ar atmosférico e sem lançar mão de energia nuclear. Não é uma boa idéia?

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Dia Mundial do Meio Ambiente

A preocupação deve ser constante, mas o dia faz com que todas as atenções se voltem hoje - de junho - ao que estamos fazendo com o ar que respiramos e a terra em que vivemos.
A boa notícia é que estamos assistindo iniciativas de todos os lados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, aproveitou a data para assinar decreto criando três unidades de conservação na Amazônia Legal. Ele também encaminhou ao Congresso o projeto de lei que institui a Política Nacional sobre Mudanças do Clima.
A Comunidade Européia, por sua vez, promove a Green Week 2008 sob o tema "A Terra é uma só. Não desperdice". Empresas como Alcatel-Lucent aproveitaram o evento para discutir formas "eco-sustentáveis" de praticar seu negócio, que no caso dela é a fabricação de equipamentos de telecomunicações.
Temos visto neste espaço muitas ações para reduzir a emissão de CO2 entre os fabricantes de computadores, além de dicas para que as pessoas contribuam com gestos simples na rotina diária para evitar o desperdício de energia e contribuir, desta forma, para a saúde do meio ambiente.
E você, já fez sua parte em prol do meio ambiente hoje?

domingo, 1 de junho de 2008

O clima e o seu computador

Você sabia que existem mais de 1 bilhão de monitores com mais de 15 polegadas em todo o mundo que, juntos, geram a emissão de dióxido de carbono equivalente a 53 milhões de toneladas todo ano? E que tal volume é igual à emissão de todo o setor aéreo mundial?
Por isso, a organização TCO Development alerta: saiba usar seu computador e ajude a preservar a saúde ambiental do planeta!
Segundo a entidade, um computador doméstico, usado para funções básicas como navegar na internet, trocar e-mails e digitar textos usa, no mínimo, 350% mais energia do que o necessário para essas atividades.
Os cuisados para evitar o mau uso dos equipamentos de informática são simples:
- desligue o monitor sempre que não estiver usando o equipamento
- tire da tomada os equipamentos quando estiver fora, em vez de deixá-los plugados, mas desligados (em stand by)
- ative o modo de economia de energia de seu microcomputador
- quando for trocar o equipamento, dê preferência às telas planas no monitor porque elas consomem muito menos energia do que as antigas telas de raios catódicos (CRT).
Como queremos que mais e mais pessoas tenham acesso aos recursos de tecnologia e à inclusão digital, não podemos descuidar do meio ambiente para que o número de computadores possa crescer sem desequilibrar o clima.
(A foto acima foi reproduzida do site da TCO Development).

domingo, 25 de maio de 2008

Dell amplia rigor com o meio ambiente

A fabricante de computadores Dell decidiu aumentar o rigor no que se refere ao consumo energético de seus produtos para ampliar a redução do gás carbônico (CO2) emitido em todo o mundo.
A idéia da companhia é que, até 2010, todos os modelos de microcomputadores e notebooks da marca consumam 25% menos energia em relação ao que é consumido hoje.
A área de soluções energéticas da Dell explica, em comunicado distribuído à imprensa, que a fabricante vai ouvir sugestões de clientes para que os novos modelos consumam menos energia, custem menos para o consumidor final e emitam menos carbono à atmosfera.
Os projetos envolvem desde os circuitos e sistemas de ventilação, mas também a cadeia de fornecedores da Dell para que entreguem partes e peças que exijam menos volume de energia.
Segundo a Dell, com base em números mundiais, desde 2005 os computadores de mesa OptiPlex fabricados por ela contribuíram para que seus clientes economizassem mais de US$ 2,4 bilhões e evitassem a emissão de cerca de 23 milhões de toneladas de CO2.
Em 2007, no Dia Mundial do Meio Ambiente, a Dell anunciou que se associaria ao movimento ReGeneration – um grupo de pessoas de todas as idades que se preocupam com o meio ambiente – e se tornaria a empresa de tecnologia “mais verde” do planeta. Desde então, ela jurou ser a primeira de seu setor a neutralizar o impacto das emissões de gases de carbono, derivadas de operações mundiais, até o final de 2008.
Até o mês passado, a Dell afirma já ter economizado mais de US$ 1,2 milhão e evitado a descarga na atmosfera de 8.200 toneladas de CO2 com a substituição de lâmpadas e o recondicionamento de suas unidades de ar-condicionado em todas as suas filiais no Texas.
Cobre essa postura também de outras companhias. E você, já fez sua parte pelo meio ambiente hoje?

quinta-feira, 22 de maio de 2008

BB quer acabar com emissão de fatura de cartão de crédito

O Banco do Brasil (BB) quer estimular qualquer usuário dos cartões de crédito do banco a eliminarem a impressão das faturas mensais, atitude que pode contribuir para reduzir a destruição de árvores e preservar o meio ambiente.
A partir deste mês, todos os clientes que possuem cartões do banco poderão emitir as faturas pelo Portal BB na Internet. Correntistas já podiam consultar e pagar a fatura por meio da rede sem a necessidade de imprimir o boleto. Agora, essa solução verde foi estendida também ao não correntista, de acordo com informações do banco à imprensa.
Além de emitir o boleto (com código para pagamento em internet banking), o banco explica que os portadores do cartão podem consultar as últimas seis faturas fechadas e o extrato com lançamentos futuros, com discriminação das despesas do titular e dos adicionais. Para isso, basta se habilitar para navegar no ambiente seguro do Portal BB.
Com acesso à fatura de qualquer computador conectado à Internet, os usuários de cartões do Banco do Brasil poderão cancelar o envio do boleto impresso pelo correio.
Uma média de 9 milhões de faturas é impressa e postada todos os meses pelo BB. "Ao solicitar que o Banco não envie mais a fatura impressa para a casa dele, o cliente toma uma atitude
em defesa da sustentabilidade do planeta", diz o banco, em comunicado.
A natureza agradece!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Plásticos `verdes` vêm aí…


A Braskem pode se tornar a primeira empresa em todo o mundo a produzir resinas plásticas a partir de fontes renováveis, o que pode ser bom para a empresa ao reduzir sua dependência em relação ao petróleo, mas podem ser ainda muito melhor para todos nós, do ponto de vista ambiental.
A companhia está fazendo testes com clientes a partir da produção de polietileno feito a partir do etanol, matéria-prima que o Brasil tem de sobra, felizmente, graças à cana-de-açúcar. A resina é usada em sacolas plásticas, como as usadas em supermercados, embalagens de leite e água, garras térmicas e frascos para detergente, shampoos, etc.
Diante do avanço nas cotações internacionais do petróleo, que em um ano dobraram de US$ 58 para US$ 122, e do fato de que o petróleo é indiscutivelmente uma fonte que pode se esgotar, a Braskem puxou a fila para buscar opções.
Mas a possibilidade de que tenhamos produtos plásticos que se degradem com mais facilidade quando depositados no ambiente é um alento para toda a humanidade.
A empresa brasileira está entusiasmada com a aceitação, já que, de acordo com o presidente, a demanda percebida até agora mostra um mercado três vezes superior à capacidade da primeira unidade projetada pela Braskem, que é de 200 mil toneladas anuais.
A fábrica da companhia deve sair até 2010. Que ela seja apenas a primeira de muitas companhias que pensem em alternativas para a produção de plásticos “ecologicamente corretos”.
(A imagem é do site do Wikipedia, onde é possível encontrar mais informações sobre polietileno).

domingo, 27 de abril de 2008

Calor que preserva o meio ambiente


O inverno brasileiro deste ano contará com uma novidade da rede americana Wal-Mart: cobertores feitos com garrafas PET. A iniciativa da rede, já à venda em outros países, evita que as garrafas plásticas usadas em refrigerantes sejam depositadas no meio ambiente e ainda garantem a oferta de cobertas a preços mais acessíveis, segundo a varejista.
De acordo com o Wal-Mart, são necessárias 100 garrafas para cada cobertor, que são produzidos com o fio de poliéster feito 100% a partir de fibra de PET. Os produtos já estão nas lojas das regiões Sudeste e Sul do Brasil.
A ação ainda envolve um trabalho em parceria com as cooperativas de catadores, que ajudam a rede de varejo a recolher as garrafas que precisa para a produção das mantas, evitando que elas sejam despejadas no meio ambiente, ao mesmo tempo em que garante a renda desses catadores.
A imagem acima é da campanha do Wal-Mart para o mês da Terra, que já citamos aqui no dia 22 de abril.
E você, o que tem feito em prol do meio ambiente?

terça-feira, 22 de abril de 2008

'Dia da Terra' convida à reflexão


Você reparou que o site do Google hoje mostrava o logotipo da companhia (ao lado) de uma forma diferente? Saiba que a mudança é uma alusão ao Earth Day, ou Dia da Terra, celebrado hoje em todo o mundo.
A idéia é despertar a atenção da população para o meio ambiente e ainda convocar a todos para que façam apelos às autoridades de seus países em prol da preservação ambiental.
O primeiro Earth Day foi celebrado em 1970, nos Estados Unidos, por sugestão de um senador daquele país. Mas a idéia foi ganhando outras nações com o mesmo objetivo: celebrar o que já foi feito em prol do ambiente e cobrar ações mais efetivas que amenizem os efeitos das mudanças climáticas e do aquecimento global. Você já fez sua parte em prol do meio ambiente hoje?

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Além de dar exemplo, BB economiza com papel e cartucho reciclados

Depois de acumular R$ 360 milhões de reais com a utilização de cartuchos reciclados nos últimos oito anos, o Banco do Brasil (BB) decidiu partir para outra iniciativa de reciclagem que promete, além de dar o exemplo a outras companhias, garantir economia de gastos: o uso de papel reciclado.
O banco informou à imprensa* que começou a utilizar envelopes com papel reciclado em seus terminais de auto-atendimento para depósito em cheque ou dinheiro.
Os caixas eletrônicos do BB processam 1 milhão de envelopes para depósito diariamente, o que equivale a 30 milhões de envelopes mensais.
Além de usar papel reciclado, o BB reduziu a espessura dos envelopes, o que vai levá-lo a uma economia de 39% em relação ao gasto com papel anteriormente.
Vejam o efeito no meio ambiente, pelos cálculos do BB: de acordo com estudos de organizações ambientais, a cada 50 quilos de papel reciclado, uma árvore deixa de ser cortada no planeta. A utilização dessa quantidade de envelopes reciclados pelo BB permitirá que, até o final deste ano, 25,2 mil árvores deixem de ser derrubadas.

Cartuchos: economia milionária
O uso de 98 mil cartuchos reciclados nas impressoras do banco permitiu uma economia de R$ 80 milhões em 2007. O projeto teve início há oito anos. Ao todo, o Banco do Brasil estima já ter feito uma economia de R$ 360 milhões com a compra de cartuchos, optando pelo recondicionamento dos toners por empresas contratadas.
Dinheiro no caixa e ajuda ao meio ambiente. Não parece uma combinação interessante?

* A dica é do amigo e jornalista Eduardo Vasques.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Uma linha de PCs com recursos ecológicos


A Lenovo, companhia chinesa que adquiriu a divisão de computadores pessoais da IBM em 2005, incluiu na família de máquinas que vende no Brasil modelos que incluem recursos ecológicos.
Não é o caso de fazer apologia nem publicidade dos produtos, mas achei interessante citar a iniciativa, que me foi passada pelo amigo e também jornalista Eduardo Vasques.
A empresa passou a importar para vender no Brasil os desktops ultracompactos ThinkCentre M57 e M57p, que segundo ela são os primeiros a receberem o selo da Greenguard Environmental Institute (GEI), empresa certificadora de emissões de componentes químicos. Eles também são fabricados com materiais plásticos reciclados.
Obter a certificação da Greenguard significa, como explicou a Lenovo, que os equipamentos foram testados em relação à emissão de até 2 mil produtos químicos. Os microcomputadores também são cerca de 25% menores que a linha anterior de máquinas ThinkCentre, o que pode significar mais redução no consumo de energia e a necessidade de peças plásticas ou metálicas.
Todas as iniciativas desse tipo são bem-vindas. O meio ambiente agradece!