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domingo, 13 de julho de 2008

Sistema gratuito do Inpe monitora desastres naturais

Uma ferramenta de geoprocessamento desenvolvida pelos pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) permite armazenar e processar dados ambientais para monitoramento e alerta de desastres naturais, algo que pode ser bastante útil em tempos de aquecimento global e descontrole da natureza.
O Sistema de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Sismaden) foi apresentado na última sexta-feira pelo Inpe à imprensa e integra dados hidrometeorológicos e informações adicionais para a execução das análises e definição de alertas, de acordo com o risco de ocorrência de desastres naturais provocados por extremos climáticos.
O ponto mais interessante, segundo informações divulgadas pela Agência Fapesp, é que o software é gratuito e pode ser baixado pela internet por qualquer pessoa que queira monitorar a meteorologia e o meio ambiente em sua região.
O Sismaden, segundo a Agência Fapesp, consegue gerar modelos matemáticos para a criação de mapas de risco das áreas observadas. A união de informações climáticas, como dados sobre chuvas, temperatura e vento, com os mapas fornecidos pelo sistema permitem acompanhar em tempo real os riscos de desastres naturais, como enchentes, deslizamentos de terra, raios, tornados, furacões e tremores de terra.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Greenpeace classifica empresas mais responsáveis ambientalmente

Medição realizada desde 2006, o Greenpeace divulgou ontem a nova edição do ranking que mede as empresas de tecnologia de acordo com sua postura em relação ao meio ambiente.

A organização ambientalista tem critérios para pontuar cada fabricante de computadores, celulares, TVs e consoles de videogame de acordo com sua preocupação com a deposição de lixo eletrônico na atmosfera, a emissão de gases tóxicos e a reciclagem de produtos.

No ranking 2008 do Greener Electronics Guide, a Sony Ericsson foi a que recebeu a melhor nota entre os 18 fabricantes avaliados, empatada com a própria Sony, empresa japonesa de eletrônicos que é sócia de metade da Sony Ericsson. Ambas tiveram nota 5,1 na avaliação do Greenpeace.
Na lanterna da classificação, no entanto, figuraram Microsoft e Nintendo, com notas de, respectivamente, 2,15 e 0,8. Esta foi a primeira vez que a pesquisa inclui TVs e consoles de videogame na avaliação, segundo o Greenpeace. Segundo o órgão, a Nintendo "falhou em demonstrar qualquer preocupação ambiental" durante os testes realizados.
Na versão anterior do estudo, a Nokia havia superado a Sony Ericsson e a Sony, enquanto a lanterna da lista ficou com a Panasonic.
A classificação do Greenpeace vai de 0 a 10, mas o que chama a atenção na versão divulgada neste dia 25/06 foi que a melhor companhia ficou com nota de apenas 5,1.
(A foto acima, que demonstra acúmulo de lixo eletrônico, foi extraída do site do Greenpeace).

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Falta tecnologia na agricultura familiar, aponta a FAO


Redução da fome e ajuda ao meio ambiente. Pelo menos essas duas vantagens estariam garantidas se a agricultura familiar lançasse mão de mais tecnologia em seus processos. O alerta foi dado nesta segunda-feira, na abertura da 30ª Conferência Regional da Organização da Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
Ainda que em um primeiro momento a tecnologia seja vista como um custo a mais para esse segmento já tradicionalmente carente de recursos, usar os recursos tecnológicos pode garantir aumento da produtividade desse setor e, como consequência, a sua rentabilidade, como apontaram os participantes. (A foto ao lado é da Agência Brasil).
"Há um desafio crucial de que se estenda a inclusão tecnológica na agricultura familiar, tanto para uma maior remuneração dos produtores como para prevenção do aquecimento global", afirmou Fernando Soto Baquero, chefe da Subdireção de Assistência para Políticas da FAO, segundo a Agência Brasil.
Segundo ele, o crescimento da produção agrícola não gerou aumento de ganhos para a agricultura familiar. Um dos motivos seria a alta dos custos de produção devido ao pouco uso da tecnologia.
De acordo com o representante brasileiro na FAO, José Antônio Marcondes de Carvalho, a produção da agricultura familiar pode ser um dos principais fatores no combate à fome. "Hoje, 65% da produção agrícola no Brasil tem origem na agricultura familiar. É por meio da agricultura familiar que vamos conseguir alimentos suficientes para o povo", disse, de acordo com a Agência Brasil. Por isso, quanto mais produtivo se torne esse segmento, menor será a incidência da fome.