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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Feira do Livro tem espaço de inclusão digital para deficientes visuais

A Feira do Livro que acontece anualmente em Porto Alegre (RS) , vai expor, neste ano, duas ações de inclusão digital e social da cidade.
Uma delas será o uso da telemedicina, já citado neste Blog. Em telões, o público acompanhará a realização de uma ultrassonografia obstétrica, no Centro de Saúde Navegantes, cujas imagens serão transmitidas pela Internet, em tempo real, ao Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, para avaliação de médicos especialistas.
Atualmente, o serviço de telemedicina é realizado nos bairros de Restinga, Lomba do Pinheiro e Navegantes. Através de uma unidade móvel, a Procempa, empresa de tecnologia da informação da cidade de Porto Alegre, implanta o atendimento com infra-estrutura da Infovia Procempa, a rede de fibras ópticas da prefeitura.
Nesta 54ª edição da Feira do Livro, a Procempa também montou o Espaço Braile do Centro de Capacitação Digital, um ambiente com computadores e impressora braile, todos equipados com o software Virtual Vision, da Microsoft, que permite aos cegos o acesso a documentos digitalizados e à Internet.
Até o dia 16 deste mês, das 9h às 21h, os deficientes visuais têm acesso aos computadores e podem conhecer um demonstrativo do Virtual Vision. Os usuários poderão experimentar o programa por 30 minutos ao dia em até 30 dias. Além de acessar à Web, as pessoas com deficiência visual podem também imprimir o material desejado no Espaço Braile, segundo a Procempa.
(A foto acima é de Cristine Rochol e foi extraída do site da Prefeitura Municipal de Porto Alegre)

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Voluntários levam teatro aos deficientes visuais

Como acabamos de falar de deficiência visual, mal que em algum estágio de gravidade atinge cerca de 160 milhões de pessoas em todo o mundo, vale aqui o registro de uma iniciativa da operadora de celular Vivo.
Na quarta-feira desta semana (21/05), um grupo de voluntários do Instituto Vivo levam ao Teatro Alfa, em São Paulo, a técnica da audiodescrição para a apresentação da peça infantil “Figurinha Carimbada”, de Marcio Araújo.
Na platéia, estarão 80 crianças com deficiência visual das instituições Laramara, Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA) e Padre Chico que terão a oportunidade, algumas pela primeira vez, de conhecer o universo mágico das artes, segundo as informações divulgadas pela operadora.
A companhia explica que, através do mesmo sistema usado em traduções simultâneas, os voluntários fazem uma narração do cenário, movimento e gestual dos atores a fim de que os espectadores possam ter uma melhor compreensão da peça encenada.
Ao final do espetáculo, as crianças com deficiência visual receberão exemplares em Braille do livro que deu origem à peça “Figurinha Carimbada”. Ela conta a história de cinco meninos, que, apesar da pouca idade, descobrem a perda. Com a pureza e a sinceridade que toda criança tem, cada um deles encontra uma maneira inteligente, divertida e amadurecida de enfrentá-la.
Entre as histórias de perdas, as crianças conhecerão a de Ícaro, uma criança que sofre um acidente e que passa a enxergar com as mãos, com a audição, com o olfato e, principalmente, com o coração.

Márcio Araújo é autor, ator, diretor, produtor do espetáculo e ainda assina figurino, música e cenário em parceria com outros profissionais, segundo o site do Teatro Alfa. Essa não é a sua primeira experiência. Em 1992 ele escreveu um monólogo onde fazia sete personagens no palco e outras nove no vídeo. Em ‘Figurinha Carimbada’, Márcio interpreta os cinco meninos que, em algum momento, se encontram. (A imagem do ator também foi extraída do site do teatro)

domingo, 18 de maio de 2008

Um alento para que deficientes visuais tenham acesso a publicações

Diante dos mais de 160 milhões de deficientes visuais em todo o mundo, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da União Mundial de Cegos (World Blind Union), a Microsoft e o consórcio DAISY (Digital Accessible Information System) desenvolveram um software complementar e gratuito capaz de fazer com que qualquer pessoa crie mais facilmente documentos e outros conteúdos voltados aos portadores de deficiência visual ou usuários com dificuldades de acessar publicações impressas.

O sistema está disponível para download aos usuários do Microsoft Office Word no seguinte endereço eletrônico: http://www.openxmlcommunity.org/daisy. Os usuários da versão Office 2007 terão à disposição a nova funcionalidade. Já aqueles que possuem as versões anteriores da ferramenta Microsoft poderão utilizar tradutor gratuito também desenvolvido especialmente para isso.

Segundo a Microsoft, a nova funcionalidade permitirá gravar arquivos de texto baseados em Office Open XML no formato base do padrão DAISY, aceito em todo o mundo. A iniciativa teve origem no desenvolvimento conjunto da Microsoft com o consórcio DAISY, projeto criado para permitir que esses usuários interajam de forma mais eficiente com tecnologias alternativas em seu dia-a-dia.

Desenvolvedores também podem utilizar o código fonte e outros recursos em seus próprios aplicativos. Para acessá-lo, basta ir ao site do SourceForge, em http://sourceforge.net/projects/openxml-daisy. O padrão Open XML, desenvolvido pela Microsoft, roda em várias plataformas, como Linux, Windows e sistemas operacionais Mac e Palm.

Também está disponível a nova versão do DAISY Pipeline, um outro download gratuito que permitirá ao usuário converter facilmente arquivos em DAISY XML para o formato DAISY Digital Talking Book (DTB ou Livro Digital Falado). Essas tecnologias representam uma solução multifuncional para a conversão de documentos de texto em formatos acessíveis aos usuários portadores de deficiência visual. Mais informações estão disponíveis em http://www.daisy.org/projects/pipeline/.

"Por meio dessa iniciativa pretendemos tornar mais freqüente no cotidiano do portador de deficiência visual atividades simples porém essenciais na vida como ler um livro ou uma reportagem", afirmou Roberto Prado, gerente de estratégias da Microsoft Brasil, em comunicado distribuído à imprensa.

Não é uma idéia boa? Tomara que seja a primeira de muitas voltadas a facilitar o acesso dos deficientes aos documentos digitalizados.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Celular voltado ao deficiente visual


Não se trata de mais um modelo de celular no mercado, nem é a intenção aqui discutir produtos. Mas queria registrar uma iniciativa da Vivo de incluir o sofware Talks da empresa americana Nuance no modelo E65 da Nokia.

Com ele, o deficiente visual pode acessar todos os recursos do aparelho, como identificador e registro de ligação, agenda, internet, gravador digital, tocador de MP3, transferência de arquivos, por meio de um conversor de voz.

Segundo a Vivo, o modelo está sendo vendido em toda a sua área de cobertura e o software foi instalado gratuitamente. A escolha do aparelho Nokia E65, disse a operadora, foi feita "pelo fato de ter sido eleito um dos mais compatíveis para a instalação do software por meio de testes, realizados em diversos celulares".
A Vivo ainda ressalta que colocou o aparelho à venda em lojas do varejo de fácil acesso por meio de transporte público. A lista de lojas pode ser consultada no site da operadora.
O programa de soluções inclusivas da Vivo ainda inclui ações como resumo da prestação de serviços em Braille nas faturas mensais dos deficientes visuais do plano pós-pago; conferência gratuita do saldo e validade de créditos pré-pagos pelo telefone *5005 e demonstrativo em Braille para clientes do plano pré-pago.
O que você achou da iniciativa? Comente.