O Brasil deu um importante passo na busca pela autonomia na pesquisa com células-tronco. Um grupo de cientistas, liderados por Lygia Veiga Pereira, da Universidade de São Paulo (USP), estabeleceu a primeira linhagem de células-tronco embrionárias adultas, resultado que vai ser apresentado para a comunidade científica nesta quinta (02/10), em um simpósio sobre terapia celular no Paraná.
As linhagens de células-tronco têm como principal característica a pluripotência, ou seja, quando implantadas novamente possuem capacidade de retomar o desenvolvimento normal e colonizarem diferentes tecidos, como explicou o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que apoiou as pesquisas.
"Estamos trabalhando no projeto desde 2006. Descongelamos em torno de 250 embriões. Destes, 50 chegaram até o estágio de blastocistos e foram utilizados nos experimentos. Destes, conseguimos uma linhagem, a BR-1", conta a pesquisadora Lygia Pereira, no material divulgado à imprensa.
Depois de estabelecida esta primeira linhagem, os pesquisadores poderão multiplicá-la indefinidamente e suprirem a necessidade de pesquisa em vários grupos de pesquisa brasileiros.
As células podem ser usadas na substituição de tecido degenerativo em doenças como Mal de Parkinson, por exemplo.
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008
domingo, 10 de agosto de 2008
50 países se unem para elevar teor de vitamina dos alimentos
Um grupo de 50 países, entre América Latina, Ásia e África, desenvolvem pesquisas conjuntas para elevar o teor vitamínico de alguns alimentos que são chave na refeição de regiões pobres.
O projeto, que conta com pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), já conseguiu, por exemplo, elevar o teor de betacaroteno de quatro para 12 microgramas por quilo de mandioca, alimento bastante consumido pela população carente do Brasil e que, com a elevação do teor de betacaroteno, pdoerá se beneficiar de uma nova fonte de vitamina A.
Em entrevista à Agência Brasil, o pesquisador José Luiz Viana de Carvalho, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, explicou que, como o ciclo de produção da mandioca é de um ano, as pesquisas para elevar o teor de vitaminas nessa cultura devem ser concluídas em 2013 ou 2014.
Os pesquisadores querem aumentar ainda mais o teor de betacaroteno na raiz, para 15 microgramas por quilo. O projeto de biofortificação, como foi chamado, envolve, no entanto, oito culturas agrícolas no Brasil, e não só a mandioca.
O pesquisador disse à Agência Brasil que os piores índices nutricionais do país foram encontrados no Sergipe e no Maranhão.
O projeto, que conta com pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), já conseguiu, por exemplo, elevar o teor de betacaroteno de quatro para 12 microgramas por quilo de mandioca, alimento bastante consumido pela população carente do Brasil e que, com a elevação do teor de betacaroteno, pdoerá se beneficiar de uma nova fonte de vitamina A.
Em entrevista à Agência Brasil, o pesquisador José Luiz Viana de Carvalho, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, explicou que, como o ciclo de produção da mandioca é de um ano, as pesquisas para elevar o teor de vitaminas nessa cultura devem ser concluídas em 2013 ou 2014.
Os pesquisadores querem aumentar ainda mais o teor de betacaroteno na raiz, para 15 microgramas por quilo. O projeto de biofortificação, como foi chamado, envolve, no entanto, oito culturas agrícolas no Brasil, e não só a mandioca.
O pesquisador disse à Agência Brasil que os piores índices nutricionais do país foram encontrados no Sergipe e no Maranhão.
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sexta-feira, 6 de junho de 2008
Pesquisadores estudam como usar óleos vegetais para substituir petróleo
O uso de óleos vegetais em substituição ao petróleo em aplicações industriais e farmacológicas é uma possibilidade já em estudo por cientistas norte-americanos.
Segundo o Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), um grupo de cientistas do Departamento de Agricultura norte-americano está debruçado no assunto, sob o comando do químico John Dyer e do geneticista vegetal Jay Shockey.
"O primeiro desafio sobre o qual se debruçaram foi entender por que determinadas plantas, como um arbusto chamado tungue, produzem óleos que não são encontrados em outras espécies vegetais. Decifrar este mistério, escondido no código genético, permitirá que se introduzam em outras plantas a capacidade de produzir os tipos de óleo que a sociedade necessitar", diz o especialista em agroenergia Décio Gazzoni, membro do Painel Cientifico Internacional de Energia Renovável do Conselho Internacional de Ciências (ICSU) e conselheiro do CIB.
"As plantas oleaginosas (ricas em óleos) estão entre as principais commodities agrícolas negociadas no comércio internacional. Em 2006, mais de 400 milhões de toneladas de oleaginosas foram produzidas no mundo. A maioria dos óleos —
extraídos da soja, algodão, amendoim ou dendê — são produzidos para fins nutricionais. Nessa área, as plantas poderiam ser alteradas para possuir teor aumentado de ácidos graxos importantes para a saúde humana, como o ômega 3, presente nos peixes: bons para o coração, o cérebro e os olhos. O trabalho de Dyer e Shockey pode permitir, por exemplo, que a sociedade disponha deste benefício", diz ele, em artigo reproduzido pelo CIB.
Esta será, com certeza, uma ótima notícia para toda a indústria, que assiste ao esgotamento crescente das reservas de petróelo e à escalada de seus preços no mercado internacional.
Segundo o Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), um grupo de cientistas do Departamento de Agricultura norte-americano está debruçado no assunto, sob o comando do químico John Dyer e do geneticista vegetal Jay Shockey.
"O primeiro desafio sobre o qual se debruçaram foi entender por que determinadas plantas, como um arbusto chamado tungue, produzem óleos que não são encontrados em outras espécies vegetais. Decifrar este mistério, escondido no código genético, permitirá que se introduzam em outras plantas a capacidade de produzir os tipos de óleo que a sociedade necessitar", diz o especialista em agroenergia Décio Gazzoni, membro do Painel Cientifico Internacional de Energia Renovável do Conselho Internacional de Ciências (ICSU) e conselheiro do CIB.
"As plantas oleaginosas (ricas em óleos) estão entre as principais commodities agrícolas negociadas no comércio internacional. Em 2006, mais de 400 milhões de toneladas de oleaginosas foram produzidas no mundo. A maioria dos óleos —
extraídos da soja, algodão, amendoim ou dendê — são produzidos para fins nutricionais. Nessa área, as plantas poderiam ser alteradas para possuir teor aumentado de ácidos graxos importantes para a saúde humana, como o ômega 3, presente nos peixes: bons para o coração, o cérebro e os olhos. O trabalho de Dyer e Shockey pode permitir, por exemplo, que a sociedade disponha deste benefício", diz ele, em artigo reproduzido pelo CIB.
Esta será, com certeza, uma ótima notícia para toda a indústria, que assiste ao esgotamento crescente das reservas de petróelo e à escalada de seus preços no mercado internacional.
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domingo, 11 de maio de 2008
Tecnologia a serviço da vida
O Brasil e os demais países do Mercosul ganharam um programa, na semana passada, de estímulo ao desenvolvimento da Biotecnologia na região, ciência que envolve o uso da tecnologia para garantir melhorias a áreas como agricultura, fármacos e cosméticos.
O bloco de países assinou com a União Européia o Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Biotecnologias no Mercosul (Biotech), para incrementar a geração de conhecimento em cadeias produtivas relevantes para os países e ainda garantir a transferência de tecnologia da Europa de forma integrada com empresas.
De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, as áreas escolhidas foram carne bovina, carne aviária, florestal e oleaginosas. O Biotech contará com recursos da ordem de 7,3 milhões de euros, dos quais 1,3 milhão de euros será o valor da contrapartida do Mercosul.
As prioridades, segundo o ministério, são a sanidade animal das cadeias produtivas de carne bovina e avícola, com foco em tecnologias para diagnóstico da aftosa, da salmonella e da campylobacter (ambas bactérias que causam doenças em aves); a produção de biocombustíveis, principalmente o etanol, na área florestal; e as tecnologias para o combate à ferrugem da soja, no caso da área definida como oleaginosas.
A idéia dos países é criar, no âmbito do Mercosul, uma coordenação na área de biotecnologia que vincule empresários, pesquisadores e governos e que permita a implementação de uma estratégia regional, facilitando a transferência de conhecimento.
Se você se interessou e quer saber mais sobre a Biotecnologia, acompanhe o site dedicado a esse assunto dentro do endereço eletrônico do Ministério da Ciência e Tecnologia. Verá que o campo é vasto para uma série de inovações e melhorias na vida de todos nós!
O bloco de países assinou com a União Européia o Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Biotecnologias no Mercosul (Biotech), para incrementar a geração de conhecimento em cadeias produtivas relevantes para os países e ainda garantir a transferência de tecnologia da Europa de forma integrada com empresas.
De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, as áreas escolhidas foram carne bovina, carne aviária, florestal e oleaginosas. O Biotech contará com recursos da ordem de 7,3 milhões de euros, dos quais 1,3 milhão de euros será o valor da contrapartida do Mercosul.
As prioridades, segundo o ministério, são a sanidade animal das cadeias produtivas de carne bovina e avícola, com foco em tecnologias para diagnóstico da aftosa, da salmonella e da campylobacter (ambas bactérias que causam doenças em aves); a produção de biocombustíveis, principalmente o etanol, na área florestal; e as tecnologias para o combate à ferrugem da soja, no caso da área definida como oleaginosas.
A idéia dos países é criar, no âmbito do Mercosul, uma coordenação na área de biotecnologia que vincule empresários, pesquisadores e governos e que permita a implementação de uma estratégia regional, facilitando a transferência de conhecimento.
Se você se interessou e quer saber mais sobre a Biotecnologia, acompanhe o site dedicado a esse assunto dentro do endereço eletrônico do Ministério da Ciência e Tecnologia. Verá que o campo é vasto para uma série de inovações e melhorias na vida de todos nós!
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segunda-feira, 10 de março de 2008
Tecnologia a serviço do bem!
Este é o TICidadã, um Blog que vai tratar das iniciativas de responsabilidade social das áreas de TI e Comunicações.
Também vai apontar ações que deixaram de ser tomadas e que poderiam ter feito a diferença em termos de inclusão digital, capacitação profissional e estímulo à um ambiente corporativo mais saudável e solidário.
Como a TI também pode ser usada em prol da vida, iniciativas de Biotecnologia também serão abordadas.
Também vai apontar ações que deixaram de ser tomadas e que poderiam ter feito a diferença em termos de inclusão digital, capacitação profissional e estímulo à um ambiente corporativo mais saudável e solidário.
Como a TI também pode ser usada em prol da vida, iniciativas de Biotecnologia também serão abordadas.
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