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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Nokia Siemens traz modelo de inclusão digital "itinerante" ao Brasil


Chegou hoje a duas cidades do interior da Bahia um sistema itinerante de telecomunicações. O projeto foi idealizado pela Nokia Siemens e já está em testes semelhantes na Índia e na África, com o nome de Village Connection.
Depois dessas experiências, que devem se tornar comerciais em 2009, a empresa decidiu trazer o modelo para a América Latina, onde o Brasil foi escolhido para ser o primeiro e o projeto foi chamado de Expedição Conectando o Brasil.
Como explicou Mário Baumgarten, diretor de assuntos corporativos da Nokia Siemens para a América Latina, a idéia é mostrar que "alcançar 5 bilhões de pessoas conectadas no mundo é possível".
Hoje, dos 6,5 bilhões de pessoas no globo, por volta de 3,5 bilhões têm algum tipo de conexão à internet. O problema dos demais é, no entanto, é o poder aquisitivo.
Por isso, a Nokia Siemens idealizou um sistema onde o custo de implantação, o preço ao usuário e o custo de manutenção sejam baixos para tornar o processo sustentável.
Baumgarten explicou que a idéia é usar uma minicentral que possa ficar na casa ou empresa de alguém da localidade. Além disso, todas as ligações internas são processadas localmente, como forma de reduzir os custos totais de operação.
Um microcomputador centraliza as ligações e emite as faturas, dispensando também que uma operadora tenha de montar toda a sua estrutura administrativa no local.
Desta forma, os habitantes das cidades de Cravolândia e Muniz Ferreira terão a oportunidade de realizar chamadas, enviar torpedos e acessar a Internet. Hoje, essas cidades baianas não dispõem de banda larga ou telefonia celular, por exemplo.
Segundo dados divulgados pela Nokia Siemens, nas regiões onde ela levará o projeto para testes, a população não dispõe de mais de 3 dólares por mês para gasto em telecomunicações.
A empresa ainda não tem os dados específicos para o Brasil, mas a realidade não deve ser diferente de outras nações emergentes. Por isso, salienta Baumgarten, qualquer solução que queira atingir as pessoas hoje banidas dos serviços de telecomunicações tem de se viabilizar nessa média de preço.
A Nokia Siemens quer demonstrar que isso é possível, mas em cada um desses países, inclusive no Brasil, um sistema como esse depende muito mais de políticas de governo que das empresas privadas.
(A foto acima foi cedida pela assessoria de imprensa da Nokia Siemens Brasil)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Nova presidente da Ericsson no Brasil quer apoiar projetos sociais

Fatima Raimondi se tornou, nesta semana, a primeira mulher e única brasileira a assumir a presidência da Ericsson Brasil nos 80 anos em que a companhia sueca está no país.
Além dessas inovações, a executiva trouxe à imprensa nesta quarta-feira outra boa notícia: a intenção de investir em projetos sociais no país.
"A idéia não é fazer caridade simplesmente", afirmou ela aos jornalistas, mas, sim, investir em projetos como as Millenium Villages que a empresa apóia no continente africano e que já beneficiou 400 mil pessoas.
"Uma moradora dessa comunidade tem um telefone e vende minutos aos vizinhos. Com isso, ela passou a gerar uma receita e se sustenta com isso", exemplifica a executiva. Em uma região em que 300 milhões de pessoas (mais de 40% da população) vive com menos de US$ 1 por dia, ações como essa podem fazer toda a diferença.
Depois de passar os últimos anos em Portugal e na América Latina, Fatima também se disse entusiasmada com os projetos de cidades digitais existentes no Brasil. Como a Ericsson é a maior empresa de infra-estrutura de telecomunicações do mundo, esse interesse pode trazer bons frutos para a inclusão digital em regiões carentes do Brasil!