A Nokia, maior fabricante mundial de celulares, decidiu atuar também na área de softwares e um deles vai ajudar a mapear a dengue na região amazônica.
O sistema Nokia Data Gathering ajuda a coletar dados de pesquisas de campo através do celular e a transmiti-los em tempo real para outro celular ou computador, substituindo formulários em papel e agilizando o recebimento dos dados.
A Fundação de Vigilância em Saúde, da Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (Susam), vai ser a primeira a utilizar o sistema este ano para pesquisar a dengue na região metropolitana de Manaus (AM).
A partir deste mês de outubro, 50 especialistas sairão às ruas da cidade munidos de aparelhos emprestados pela fabricante para registrar dados sobre sintomas da dengue e comportamentos preventivos.
Como explicou a Nokia em material distribuído à imprensa, o software foi desenvolvido no Brasil e não terá custo para órgãos do setor público e organizações não-governamentais (ONGs).
Com o sistema, os pesquisadores podem preencher o questionário no visor do celular e remeter as informações a um servidor central, que centraliza as informações.
O Nokia Data Gathering também utiliza um sistema de localização geográfica, o geotag, que permite identificar em um mapa os pontos exatos em que a coleta foi realizada.
A Nokia, que tem uma fábrica de celulares em Manaus há 10 anos, acredita que o telefone móvel pode facilitar a realização de pesquisas em regiões isoladas do país.
Se o aparelho estiver em uma região sem conexão à Internet no momento, os dados coletados podem ser armazenados em um cartão de memória e transmitidos assim que houver sinal ou via cabo USB.
Em 2009, a Susam pretende expandir o uso do software para 600 agentes de saúde como forma de prevenir e combater não só a dengue, mas também a malária e a febre amarela.
Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
domingo, 8 de junho de 2008
Juntos, os computadores de todo o mundo podem curar doenças
A capacidade ociosa de computadores de todo o mundo pode salvar vidas! O projeto faz parte da iniciativa World Community Grid (WCG), que forma uma rede mundial a partir de toda a capacidade computacional ociosa no planeta para que ela seja usada em pesquisas e acelere a descoberta de cura para doenças.

O projeto mais recente envolve a gigante de informática IBM Corp., a University of Texas Medical Branch, a University of Chicago e a Lanier Middle School, que desde agosto de 2007 atuam em um programa de pesquisa para ajudar a impedir a disseminação e a descobrir métodos eficazes de tratamento e cura da dengue, hepatite C e febre amarela.
O WCG é um supercomputador virtual formado pela união do poder computacional de centenas de milhares de computadores de indivíduos espalhados por todo o mundo. Quando não está sendo utilizada por seus usuários, a capacidade desses computadores é “doada” a uma rede que reúne a potência do tempo ocioso dessas milhares de máquinas, formando um poder computacional sem precedente.
Neste projeto, o WCG está sendo utilizado para fazer cálculos e descobrir medicamentos que impedirão a replicação dos vírus que causam a dengue e outras doenças relacionadas como a hepatite C e a febre amarela. Hoje, já são mais de 380 mil membros inscritos no WCG em todo o mundo, conectando aproximadamente 1 milhão de computadores nesse grande esforço de pesquisa, segundo informações divulgadas à imprensa.
Apenas nos cinco primeiros meses, o projeto para levantar medicamentos para a dengue reuniu uma capacidade de processamento que levaria 3.626 anos para ser atingida sem o WCG, de acordo com o comunicado.
Mas esta não é a única utilidade de projetos como esse. A IBM e pesquisadores da Universidade de Washington também lançaram um programa para desenvolver variedades mais fortes de arroz, capazes de produzir safras maiores e mais nutritivas. Usando o poder de processamento do World Community Grid, esse projeto poderá completar, em menos de 2 anos, pesquisas que levariam mais de 200 anos para serem realizadas.
E todos podem participar: se tiver interesse, baixe o software do WCG e doe o tempo livre de seu computador para causas como essa. É grátis e seguro.
(A foto acima foi extraída do site do WCG).
Marcadores:
IBM,
inclusão digital,
saúde,
supercomputador
Assinar:
Postagens (Atom)
