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terça-feira, 24 de junho de 2008

Panorama da diversidade ainda é triste no Brasil

A afirmação é do presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young, em encontro sobre Responsabilidade Social nas Empresas e os Direitos Humanos hoje (24/6): essa é uma agenda "que não avança no Brasil".
Segundo ele, em seu discurso de abertura do evento, "o panorama no Brasil ainda é muito triste e não temos nada do que nos orgulhar".
Young citou dados da 4a. Pesquisa Ethos/Ibope que mostram que "a diversidade nas empresas praticamente não mudou nos últimos oito anos".
Houve, segundo ele,, "pequena mudança na inclusão de mulheres" em cargos de chefia, mas elas ainda são minoria. Segundo a pesquisa, as mulheres hoje ocupam 37% dos cargos superiores, 11% dos cargos executivos e 24% dos gerenciais nas companhias.
Os negros, na avaliação de Young, "continuam subrepresentados", já que, apesar de representarem 50% da população, são ainda 25% do quadro funcional.
Quando se trata dos deficientes, "a situação é ainda mais triste", de acordo com o presidente do Ethos. O estudo mostra que portadores de deficiência são apenas 1,9% do quadro funcional. Por isso, ele conclui: "não há inclusão de deficientes no ambiente de trabalho".
Young afirmou que, apesar do discurso das empresas em adotar padrões de diversidade, "o departamento de RH acaba reproduzindo o padrão do homem branco, saudável, acima de 25 anos, como o prioritário no recrutamento".
Quando iremos mudar esse cenário?

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Consumidor brasileiro fica entre a expectativa e a descrença

O consumidor tem interesse em conhecer o que as empresas fazem em termos de responsabilidade social, mas estão descrentes com seu poder de pressão como clientes para exigir que elas façam mais.
Esta foi uma das conclusões do estudo "Responsabilidade Social nas Empresas - Percepção do Consumidor Brasileiro", realizado em conjunto pelos institutos Akatu e Ethos.
"Há uma dissonância entre as expectativas do consumidor e o que as empresas, na percepção do consumidor, estão fazendo", afirmou o presidente do Instituto Akatu, Helio Mattar, na divulgação da pesquisa.
De acordo com o estudo, a expectativa dos consumidores é alta em relação ao que as empresas poderiam fazer, o que gera decepção com a prática.
Na pesquisa, 77% dos entrevistados alegaram ter muito interesse em saber como as empresas tentam ser socialmente responsáveis.
Ainda que não seja muito ativo, o brasileiro sabe que tem poder de influenciar as empresas, já que 75% dos ouvidos concordam que, como consumidor, podem interferir na maneira como uma empresa se torna responsável.
Segundo os institutos, nos países desenvolvidos o consumidor é mais ativo em punir as empresas indiferentes à responsabilidade social ou em premiar as responsáveis socialmente, mas, infelizmente, no Brasil os números do engajamento são menores que a média mundial.
Enquanto nos países desenvolvidos a média é de 35% entre os consumidores que punem ou premiam empresas conforme a responsabilidade social, no Brasil o índice oscila entre 12% e 13%.
De quem é a culpa? Das empresas, que não levam a sério suas ações de responsabilidade social ou não as divulgam adequadamente, ou do consumidor, que não usa efetivamente seu poder, que não se engaja para pressionar o mundo corporativo?
O que você acha?